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O inesquecível 093
Quem se lembra desse garoto, que aos 21 anos nos fez chorar de emoção? Um garoto alto, esguio e dono de uma passada que chegava a medir 2,7m? Era a final dos 800 m e tinhamos, pela primeira vez, um atleta brasileiro na disputa. Joaquim Cruz foi para a Olímpiada de Los Angeles (1984) com o objetivo de vencer. E venceu todas as provas, chegando a final com atletas experientes na prova e com o favorito Sebastian Coe. Com seu treinador, Luiz Alberto, definiu a estratégia da prova: manter-se entre os primeiros e pegar a liderança nos últimos 200m. E foi o que Joaquim Cruz fez. Acelerou nos últimos metros da prova, deixando seus adversários para trás. Esse não era apenas o momento de um atleta que chegava ao ouro olímpico. Era a vitória de um garoto pobre de Taguatinga que tinha se libertado da condição na qual vivia. Era a vitória de alguém que sonhava chegar nas Olímpiadas. Joaquim começou no esporte através do basquete, jogava no time da escola. E admite que não gostava de correr. Essa ideia mudou completamente quando o treinador descobriu que estava diante de um grande talento. A mudança para os EUA foi decisiva para o acesso a pistas de qualidade, a uma escola na qual pudesse estudar e também treinar. Depois desse ouro, outras vitórias vieram, inclusive uma medalha de prata na Olímpiada de Seul (1988). Em 1989, Cruz monta seu primeiro projeto social no Brasil e em 2000 funda a Fundação Joaquim Cruz. Além de formar novas gerações de atletas, o principal objetivo da fundação é formar cidadãos, fazendo com que o esporte seja a ferramenta de transformação de suas vidas. Atualmente, Joaquim trabalha com atletas paralímpicos e militares nos EUA.
Gratidão, @quincajcruz por toda a inspiração que és para os brasileiros. Obrigada por nos ensinar que quando descobrimos o esporte e o esporte nos descobre, podemos realizar nossos sonhos, não é mesmo?
Bora sonhar?
Boas, felizes, lindas e respeitosas corridas!